A Constituição proíbe a cassação dos direitos políticos. Sua perda ou suspensão só é possível em casos excepicionais, como cancelamento da naturalização, incapacidade absoluta, condenação criminal e improbidade administrativa.
A soberania popular é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com igual valor para todos. O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de 18 anos e facultativos para os analfabetos, os maiores de 70 anos e os maiores de 16 e menores de 18. Não podem votar os estrangeiros e os recrutados durante o período do serviço militar obrigatório.
Para ser eleito é necessário ter a nacionalidade brasileira; o pleno exercício dos direitos políticos; o alistamento eleitoral; o domicílio eleitoral na circunscrição; a filiação partidária; e a idade mínima de 35 anos para presidente, vice-presidente da República e senador, 30 anos para governador, vice-governador de estado e do Distrito Federal, 21 anos para deputado federal, deputado estadual ou distrital, prefeito, vice-prefeito e juiz de paz, e 18 anos para vereador. O presidente da república, os governadores de estado e do Distrito Federal, os prefeitos e quem os suceder ou substituir no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente. Estes, para concorrer a outros cargos, devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito. (atualmente o TSE alterou essa regra e não é mais necessário renunciar)
Fonte: Guia da cidadania Almanaque Abril 2001
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terça-feira, 8 de abril de 2014
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Qual a diferença entre rei e Imperador?
Napoleão Bonaparte decapitou um rei e virou imperador da França
Na prática, não há diferença alguma.
Ambos são soberanos de países que têm regimes políticos monárquicos.
No entanto, existem variações dessas denominações - associadas, na maior parte das vezes, à noção de superioridade que cada país ou governante atribui a si próprio.
Nesse sentido, um rei geralmente governa uma área pré-determinada. Já os impérios têm como característica o constante crescimento - na maioria das vezes, resultado de guerras e dominações. A França de Napoleão Bonaparte, no século 19, ou a Rússia do czar Nicolau 2, no começo do século 20, são exemplos - "czar" significa "César", título dos antigos imperadores romanos.
"No Brasil vigorou um império: Pedro1 e 2 eram chamados de imperadores, já que governavam um país remanescente do Império ultramarino português", diz Daniel Ferraz Chiozzini, historiador da Universidade Estadual de Campinas.
Fatores como tradição e hereditariedade também influenciam na denominação. A Inglaterra, por exemplo, que sustenta um regime monárquico governado por reis desde o século 9 (hoje uma monarquia parlamentarista), teve em sua história períodos de expansão imperialista, com colônias na América do Norte, África, Ásia e Oceania. Já o Japão sempre manteve um regime imperial, mas teve períodos quase nulos de expansão - apenas incursões na China e Rússia. Mário Araujo
Fonte Revista Aventuras na História Edição 36 agosto de 2006
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Na prática, não há diferença alguma.
Ambos são soberanos de países que têm regimes políticos monárquicos.
No entanto, existem variações dessas denominações - associadas, na maior parte das vezes, à noção de superioridade que cada país ou governante atribui a si próprio.
Nesse sentido, um rei geralmente governa uma área pré-determinada. Já os impérios têm como característica o constante crescimento - na maioria das vezes, resultado de guerras e dominações. A França de Napoleão Bonaparte, no século 19, ou a Rússia do czar Nicolau 2, no começo do século 20, são exemplos - "czar" significa "César", título dos antigos imperadores romanos.
"No Brasil vigorou um império: Pedro1 e 2 eram chamados de imperadores, já que governavam um país remanescente do Império ultramarino português", diz Daniel Ferraz Chiozzini, historiador da Universidade Estadual de Campinas.
Fatores como tradição e hereditariedade também influenciam na denominação. A Inglaterra, por exemplo, que sustenta um regime monárquico governado por reis desde o século 9 (hoje uma monarquia parlamentarista), teve em sua história períodos de expansão imperialista, com colônias na América do Norte, África, Ásia e Oceania. Já o Japão sempre manteve um regime imperial, mas teve períodos quase nulos de expansão - apenas incursões na China e Rússia. Mário Araujo
Fonte Revista Aventuras na História Edição 36 agosto de 2006
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Dúvida cruel Qual a origem do "sangue azul"?
A antiga expressão é usada como referência a membros da aristocracia
Há duas explicações para a criação da expressão usada para designar membros de famílias nobres. A mais aceita pelos etimologistas, os estudiosos da língua, é a de que ela tem origem na Espanha do século 6. "Ela nasceu num contexto de preconceito étnico, religioso e cultural", diz o etimologista Deonísio da Silva, da Universidade Estácio de Sá, no rio de Janeiro. "Faz referência à cor clara da pele, sob a qual destacavam-se veias e artérias azuis - quase invisíveis na pele de mouros e judeus, constantemente expostos ao sol durante o trabalho." Porém, alguns pesquisadores defendem que a origem da expressão seja bem mais antiga e esteja no antigo Egito. Segundo eles, os faraós diziam ter sangue azul como as Aguas do rio Nilo, contrapondo-o ao vermelho do sangue dos súditos. Mário Araujo
Consultor político/eleitoral João também é administrador de condomínio e legislador de Convenção e Regulamento Interno ou Regimento Interno.
Fonte Revista Aventuras na História Edição 36 agosto de 2006
https://twitter.com/Briefingdocandi
Há duas explicações para a criação da expressão usada para designar membros de famílias nobres. A mais aceita pelos etimologistas, os estudiosos da língua, é a de que ela tem origem na Espanha do século 6. "Ela nasceu num contexto de preconceito étnico, religioso e cultural", diz o etimologista Deonísio da Silva, da Universidade Estácio de Sá, no rio de Janeiro. "Faz referência à cor clara da pele, sob a qual destacavam-se veias e artérias azuis - quase invisíveis na pele de mouros e judeus, constantemente expostos ao sol durante o trabalho." Porém, alguns pesquisadores defendem que a origem da expressão seja bem mais antiga e esteja no antigo Egito. Segundo eles, os faraós diziam ter sangue azul como as Aguas do rio Nilo, contrapondo-o ao vermelho do sangue dos súditos. Mário Araujo
Consultor político/eleitoral João também é administrador de condomínio e legislador de Convenção e Regulamento Interno ou Regimento Interno.
Fonte Revista Aventuras na História Edição 36 agosto de 2006
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quinta-feira, 3 de abril de 2014
Reagan é o número 1
Americanos adoram pesquisas e estatísticas. Isso não é novidade. Mas o que pode surpreender são os resultados delas. Os canais Discovery e América on Line fizeram recentemente (2005) uma pesquisa para eleger os americanos mais notáveis. Ouviram 2,4 milhões de pessoas. E... surpresa: o ex- presidente Ronald Reagan - que governou os Estados Unidos entre 1981 e 1989 e morreu ano passado (2004) aos 93 anos - ficou em primeiro lugar, à frente do populismo Abraham Lincoln.
"Os americanos gostam dele mais porque Reagan foi ator e tinha carisma do que por seu governo, quando houve queda nos investimentos sociais", diz Maria Aparecida de Aquino, historiadora da Universidade de São Paulo. Já para o cientista político Morris Fiorina, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, Reagan bateu Lincoln (1809-1865) porque este foi presidente há mais de um século. "As pessoas tendem a se lembrar de fatos mais recentes nesse tipo de pesquisa", diz. Logo atrás de Reagan e Lincoln aparece Martin Luther King, (1929-1968), que na década de 60 lutou contra o preconceito racial. Manuela Aquino
Ronald Reagan bateu Lincoln em popularidade
Os top 10
Quem são os mais notáveis
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"Os americanos gostam dele mais porque Reagan foi ator e tinha carisma do que por seu governo, quando houve queda nos investimentos sociais", diz Maria Aparecida de Aquino, historiadora da Universidade de São Paulo. Já para o cientista político Morris Fiorina, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, Reagan bateu Lincoln (1809-1865) porque este foi presidente há mais de um século. "As pessoas tendem a se lembrar de fatos mais recentes nesse tipo de pesquisa", diz. Logo atrás de Reagan e Lincoln aparece Martin Luther King, (1929-1968), que na década de 60 lutou contra o preconceito racial. Manuela Aquino
Ronald Reagan bateu Lincoln em popularidade
Os top 10
Quem são os mais notáveis
- Ronald Reagan
- Abraham Lincoln
- Martim Luther King
- George Washington
- Benjamin Franklin
- George W. Bush
- Bill Clinton
- Elvis Presley
- Oprah Winfrey
- Franklin Roosevelt
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quarta-feira, 2 de abril de 2014
Cláudio, o imperador marqueteiro
A invasão romana da atual Inglaterra foi um show militar para lá de coreografado - o imperador Cláudio tomou o cuidado de, entre outras coisas, mandar vir uma batelada de elefantes de guerra para assustar os nativos da então ilha da Bretanha.
Novas evidências arqueológicas sugerem que Cláudio era ainda mais marqueteiro do que se pensava até agora: ele teria "invadido" um território já conquistado só para bancar o grande guerreiro e fortalecer sua posição em Roma.
A tese é do arqueólogo britânico David Rudkin, da Sociedade Arqueológica de Sussex, e deve ser publicada ainda este ano. Onde encontrar? Na pagina de busca do Google. Ele e sua equipe desenterraram, no palácio romano de Fishbourne, espadas, capacetes e armaduras do fim do século 1º a.C. - cerca de 50 anos antes da suposta conquista de Cláudio, que aconteceu no ano 43.
Segundo ele, os romanos teriam se aproveitado de divisões internas entre as tribos britânicas e tomado conta do sul da Inglaterra, posando de pacificadores. O imperador decidiu lançar uma campanha de larga escala para ampliar as conquistas já feitas e mostrar força para seus opositores em Roma.
Embora a teoria seja polêmica, é bom lembrar que Cláudio não foi o primeiro chefe romano a pisar na ilha. Júlio César já tinha desembarcado lá em 55 e 54a.C. - e tomou duas sovas. Reinaldo José Lopes
Fonte Revista Aventuras na História Edição 25 setembro 2005
Consultor político João também é legislador de condomínio elabora a Convenção e o Regulamento Interno ou Regimento Interno.
https://twitter.com/Briefingdocandi
Novas evidências arqueológicas sugerem que Cláudio era ainda mais marqueteiro do que se pensava até agora: ele teria "invadido" um território já conquistado só para bancar o grande guerreiro e fortalecer sua posição em Roma.
A tese é do arqueólogo britânico David Rudkin, da Sociedade Arqueológica de Sussex, e deve ser publicada ainda este ano. Onde encontrar? Na pagina de busca do Google. Ele e sua equipe desenterraram, no palácio romano de Fishbourne, espadas, capacetes e armaduras do fim do século 1º a.C. - cerca de 50 anos antes da suposta conquista de Cláudio, que aconteceu no ano 43.
Segundo ele, os romanos teriam se aproveitado de divisões internas entre as tribos britânicas e tomado conta do sul da Inglaterra, posando de pacificadores. O imperador decidiu lançar uma campanha de larga escala para ampliar as conquistas já feitas e mostrar força para seus opositores em Roma.
Embora a teoria seja polêmica, é bom lembrar que Cláudio não foi o primeiro chefe romano a pisar na ilha. Júlio César já tinha desembarcado lá em 55 e 54a.C. - e tomou duas sovas. Reinaldo José Lopes
Fonte Revista Aventuras na História Edição 25 setembro 2005
Consultor político João também é legislador de condomínio elabora a Convenção e o Regulamento Interno ou Regimento Interno.
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terça-feira, 1 de abril de 2014
Vida de Kennedy
Durante a campanha eleitoral, Kennedy foi alvo de grandes manifestações, como a de Los Angeles.
No dia 22 de novembro de 1963, o mundo inteiro foi abalado pela manchete: "Assassinado o Presidente Kennedy". A multidão de Dallas (no Estado do Texas), que aplaudia o jovem presidente, assistiu incrédula à cena.
O desfile em carro aberto fora interrompido pelo ruído dos tiros e pela queda do corpo. Levado para o hospital, John Kennedy morreu poucos instantes depois.
Seu assassino, Lee Harvey Oswald, foi também assassinado, dois dias depois, quando era transferido de prisão, antes de ser submetido a julgamento. As razões do ato de Oswald ainda permanecem envoltas em mistério, embora os relatórios oficiais declarem que Lee Oswald, jovem comunista, teria feito o plano sozinho. Segundo outras versões, o crime seria fruto de uma conspiração direitista. A verdade é que aí se encerrou uma carreira política que, embora curta, teve profundas repercussões mundiais.
Nascido em 1917, John formou-se em 1940 pela Universidade de Harvard.
Durante a Segunda Guerra, a família Kennedy sofreu o primeiro de uma série de golpes. O primogênito, Joseph, morreu nos campos da Europa. E John, que servia como oficial da Marinha de Guerra dos Estados Unidos,correu sérios riscos. No comando de uma lancha torpedeira, abalroada pelos japoneses, salvou-se, e aos seus comandos, do naufrágio. No retorno à pátria, foi condecorado com as medalhas do Coração de Púrpura, da Marinha e dos Fuzileiros Navais.
Terminada a guerra, John ainda não havia definido sua carreira. Era um estudante de Harvard, herói naval e tinha grande talento. Decidiu-se pelo jornalismo. Fez a cobertura da formação da Organização das Nações Unidas, em 1945, e da Conferência dos Três Grandes, em Potsdam.
Eleito, seu desempenho garantiu-lhe a eleição, pelo mesmo estado, para o Senado dos Estados Unidos, em 1953, ano em que se casou com Jacqueline Lee Bouvier. Dois anos depois, era obrigado a licenciar-se para ser submetido a uma intervenção cirúrgica na espinha.
Durante o período de convalescença, trabalhou no livro Perfis de Coragem, no qual faz um estudo dos estadistas que, com grave risco para si e para suas famílias, se mantêm firmes em seus princípios. Esse trabalho valeu-lhe o Prêmio Pulitzer de literatura de 1957.
Sua participação na política norte-americana, seus escritos e discursos, definiram-no como liberal, firmemente decidido a lutar pelo fim da segregação racial. É com essa linha que se apresenta como candidato à convenção do Partido Democrático em 1960.
Enfrenta a oposição da ala conservadora do partido, e de seu candidato Lyndon Baines Johnson, que contava com o apoio de amplas áreas do partido. A linha liberal defendida por Kennedy obtém a vitória na convenção. Começa a campanha pela presidência nas eleições de 1960.
Com esse artifício, imposto pelos conservadores há muitos anos, grande parte dos negros não votavam, pois seus avós ainda eram escravos no ano referido pelo estatuto.
Em seu programa, Kennedy pregava também o auxílio e incentivo à educação, assistência médica aos velhos, desenvolvimento das pesquisas científicas, maior utilização dos fatores produtivos, ajuda econômica aos países subdesenvolvidos e uma política externa de paz.
Foi pequena a diferença de votos que deu a John Kennedy a vitória sobre o candidato do Partido Republicano, Richard Milhous Nixon. Eleito, seria o 35° presidente dos Estados Unidos da América do Norte. Com apenas 43 anos, era o mais jovem morador da Casa Branca. E o primeiro presidente católico do país.
Semanas após a eleição, já compusera o gabinete que iria assessorá-lo. Na escolha, a qualidade de político sempre pesou mais que sua posição partidária. Robert McNamara, convocado como secretário de Defesa, e Douglas Dillon, secretário do Tesouro, eram republicanos. Com uma equipe de homens jovens e ativos, Kennedy preparava-se para governar uma das maiores potências do mundo.
Com base nesse princípio, John Kennedy escolheu o gabinete que iria assessorá-lo em seu período administrativo. Durante seu mandato ele ficou rodeado pelos seus auxiliares militares mais diretos
A 3 de janeiro de 1961, o Presidente Eisenhouer, antecessor de Kennedy, rompera relações diplomáticas com Cuba, onde Fidel Castro havia instalado o regime comunista.
Refugiados cubanos, inconformados com a situação de seu país, chegavam continuamente aos Estados Unidos, onde encontravam asilo e abrigo. Desenvolvia-se então a primeira crise que o novo presidente enfrentaria.
Em abril de 1961, efetuou-se a invasão de Cuba, na tentativa de derrubar o regime. Os refugiados contavam, para isso, com o apoio do governo norte-americano.
O local escolhido como cabeça de ponte, para posterior tomada da ilha, foi a baía dos Porcos.
A brigada de refugiados foi derrotada; a maioria de seus membros, presos ou mortos em combate. A ação bélica contra Cuba gerou um clima mundial de animosidade contra os Estados Unidos. E abalou o prestígio do novo governo.
A primeira preocupação do novo presidente foi procurar manter com o restante da América uma política que evitasse o surgimento de novos problemas semelhantes ao de Cuba. Com esse intuito, formulou a Aliança para o Progresso, um amplo programa de ajuda aos países subdesenvolvidos.
"Propomos completar a revolução nas Américas, construir um hemisfério onde todos os homens possam esperar ter um padrão de vida adequado e onde todos possam viver sua vida com dignidade e liberdade"
-anunciou o presidente dos Estados Unidos ao lançar as bases da Aliança para o Progresso. O plano destinava-se a "satisfazer as necessidades básicas dos povos americanos no que diz respeito a casas, trabalho e terras, saúde e escolas".
Enquanto Kennedy, no plano externo, voltava sua atenção para o desenvolvimento da América latina, no plano interno enfrentava o problema da segregação racial. A discriminação se manifestava em todos os sentidos e em vários Estados. Repetidas vezes Kennedy movimentou a polícia e guardas federais para permitir o acesso de estudantes negros às escolas. Ainda durante o governo Kennedy, iniciou-se outra grande crise internacional: a do vietnã. O governo dos Estados Unidos se dispôs a fornecer ajuda militar ao governo de Ngo Dinh Diem, do Vietnam do Sul, para que este pudesse opor-se à Frente Nacional de Libertação, grupamento de guerrilheiros que lutavam pela unificação do país sob a hegemonia do Vietinam do norte.
Em dezembro de 1961, iniciou-se a "escalada": envio de homens e armas ao Vietnam do Sul. Mas a agitação crescia contra o próprio General Diem. Dois anos depois, ele era derrubado do poder por um golpe militar, que seria o primeiro de uma série. Os ataques dos vietcongs (guerrilheiros do Sul) se intensificavam, aumentava o número de americanos no Vietnam. E com isso crescia uma crise social interna nos Estados Unidos.
Durante dias, o mundo sentiu-se ameaçado por uma guerra, em que se defrontariam as duas maiores potências atômicas. Kennedy sob a orientação do secretário da Defesa, McNamara, estabeleceu conversações com o premier soviético, Kruschev. Os mísseis foram retirados de Cuba.
Kennedy, esforçou-se, na política interna, em aparar os aspectos mais chocantes da discriminação racial; no plano externo, procurou assistir os países subdesenvolvidos, através de um programa de auxílios, sobretudo de Estado a Estado. Em seu governo, os Estados Unidos enviaram um homem ao espaço e colocaram em órbita o Telstar, primeiro satélite de comunicações. O crime de Dallas alterou os rumos da política americana.
Os jornais de todo mundo anunciaram a morte trágica.
Fonte Abril Cultural volume 12 Conhecer <a href="https://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-via="Briefingdocandi" data-lang="pt" data-size="large">Tweetar</a><script>!function(d,s,id){var js,fjs=d.getElementsByTagName(s)[0],p=/^http:/.test(d.location)?'http':'https';if(!d.getElementById(id)){js=d.createElement(s);js.id=id;js.src=p+'://platform.twitter.com/widgets.js';fjs.parentNode.insertBefore(js,fjs);}}(document, 'script', 'twitter-wjs');</script>
No dia 22 de novembro de 1963, o mundo inteiro foi abalado pela manchete: "Assassinado o Presidente Kennedy". A multidão de Dallas (no Estado do Texas), que aplaudia o jovem presidente, assistiu incrédula à cena.
O desfile em carro aberto fora interrompido pelo ruído dos tiros e pela queda do corpo. Levado para o hospital, John Kennedy morreu poucos instantes depois.
Seu assassino, Lee Harvey Oswald, foi também assassinado, dois dias depois, quando era transferido de prisão, antes de ser submetido a julgamento. As razões do ato de Oswald ainda permanecem envoltas em mistério, embora os relatórios oficiais declarem que Lee Oswald, jovem comunista, teria feito o plano sozinho. Segundo outras versões, o crime seria fruto de uma conspiração direitista. A verdade é que aí se encerrou uma carreira política que, embora curta, teve profundas repercussões mundiais.
Com a política no sangue
John Fitzgerald Kennedy era filho de uma família de irlandeses, radicada há três gerações nos Estados Unidos, e que desfrutava fortuna e prestígio em Boston, sua cidade natal. Joseph Kennedy, o pai, colaborou no governo do democrata Roosvelt (que governou entre 1933 e 1945). Casado com Rose Fitzgerald, filha do prefeito de Boston, teve nove filhos, dos quais três gozariam de grande destaque na vida política: John, Edward e Robert (assassinado em 1968).Nascido em 1917, John formou-se em 1940 pela Universidade de Harvard.
Durante a Segunda Guerra, a família Kennedy sofreu o primeiro de uma série de golpes. O primogênito, Joseph, morreu nos campos da Europa. E John, que servia como oficial da Marinha de Guerra dos Estados Unidos,correu sérios riscos. No comando de uma lancha torpedeira, abalroada pelos japoneses, salvou-se, e aos seus comandos, do naufrágio. No retorno à pátria, foi condecorado com as medalhas do Coração de Púrpura, da Marinha e dos Fuzileiros Navais.
Terminada a guerra, John ainda não havia definido sua carreira. Era um estudante de Harvard, herói naval e tinha grande talento. Decidiu-se pelo jornalismo. Fez a cobertura da formação da Organização das Nações Unidas, em 1945, e da Conferência dos Três Grandes, em Potsdam.
O começo político
O jornalismo foi logo abandonado. Apoiado pelo pai, resolveu dedicar-se à política e apresentou-se como candidato democrata pelo estado de Massachusetts, no período de 1946 a 1953.Eleito, seu desempenho garantiu-lhe a eleição, pelo mesmo estado, para o Senado dos Estados Unidos, em 1953, ano em que se casou com Jacqueline Lee Bouvier. Dois anos depois, era obrigado a licenciar-se para ser submetido a uma intervenção cirúrgica na espinha.
Durante o período de convalescença, trabalhou no livro Perfis de Coragem, no qual faz um estudo dos estadistas que, com grave risco para si e para suas famílias, se mantêm firmes em seus princípios. Esse trabalho valeu-lhe o Prêmio Pulitzer de literatura de 1957.
Sua participação na política norte-americana, seus escritos e discursos, definiram-no como liberal, firmemente decidido a lutar pelo fim da segregação racial. É com essa linha que se apresenta como candidato à convenção do Partido Democrático em 1960.
Enfrenta a oposição da ala conservadora do partido, e de seu candidato Lyndon Baines Johnson, que contava com o apoio de amplas áreas do partido. A linha liberal defendida por Kennedy obtém a vitória na convenção. Começa a campanha pela presidência nas eleições de 1960.
A cláusula do avô
A plataforma política de Kennedy baseou-se na defesa dos direitos civis dos cidadãos. Um dos pontos de seu programa de governo foi a abolição da conhecida "cláusula do avô", criada em alguns Estados do Sul, que negava o direito de voto a todos os cidadãos que não tivessem tido um avô eleitor em 1866.Com esse artifício, imposto pelos conservadores há muitos anos, grande parte dos negros não votavam, pois seus avós ainda eram escravos no ano referido pelo estatuto.
Em seu programa, Kennedy pregava também o auxílio e incentivo à educação, assistência médica aos velhos, desenvolvimento das pesquisas científicas, maior utilização dos fatores produtivos, ajuda econômica aos países subdesenvolvidos e uma política externa de paz.
Foi pequena a diferença de votos que deu a John Kennedy a vitória sobre o candidato do Partido Republicano, Richard Milhous Nixon. Eleito, seria o 35° presidente dos Estados Unidos da América do Norte. Com apenas 43 anos, era o mais jovem morador da Casa Branca. E o primeiro presidente católico do país.
Semanas após a eleição, já compusera o gabinete que iria assessorá-lo. Na escolha, a qualidade de político sempre pesou mais que sua posição partidária. Robert McNamara, convocado como secretário de Defesa, e Douglas Dillon, secretário do Tesouro, eram republicanos. Com uma equipe de homens jovens e ativos, Kennedy preparava-se para governar uma das maiores potências do mundo.
Crises e soluções
"O que eu quero é encontrar o indivíduo mais capacitado para cada cargo". John KennedyCom base nesse princípio, John Kennedy escolheu o gabinete que iria assessorá-lo em seu período administrativo. Durante seu mandato ele ficou rodeado pelos seus auxiliares militares mais diretos
A 3 de janeiro de 1961, o Presidente Eisenhouer, antecessor de Kennedy, rompera relações diplomáticas com Cuba, onde Fidel Castro havia instalado o regime comunista.
Refugiados cubanos, inconformados com a situação de seu país, chegavam continuamente aos Estados Unidos, onde encontravam asilo e abrigo. Desenvolvia-se então a primeira crise que o novo presidente enfrentaria.
Em abril de 1961, efetuou-se a invasão de Cuba, na tentativa de derrubar o regime. Os refugiados contavam, para isso, com o apoio do governo norte-americano.
O local escolhido como cabeça de ponte, para posterior tomada da ilha, foi a baía dos Porcos.
A brigada de refugiados foi derrotada; a maioria de seus membros, presos ou mortos em combate. A ação bélica contra Cuba gerou um clima mundial de animosidade contra os Estados Unidos. E abalou o prestígio do novo governo.
A primeira preocupação do novo presidente foi procurar manter com o restante da América uma política que evitasse o surgimento de novos problemas semelhantes ao de Cuba. Com esse intuito, formulou a Aliança para o Progresso, um amplo programa de ajuda aos países subdesenvolvidos.
"Propomos completar a revolução nas Américas, construir um hemisfério onde todos os homens possam esperar ter um padrão de vida adequado e onde todos possam viver sua vida com dignidade e liberdade"
-anunciou o presidente dos Estados Unidos ao lançar as bases da Aliança para o Progresso. O plano destinava-se a "satisfazer as necessidades básicas dos povos americanos no que diz respeito a casas, trabalho e terras, saúde e escolas".
Enquanto Kennedy, no plano externo, voltava sua atenção para o desenvolvimento da América latina, no plano interno enfrentava o problema da segregação racial. A discriminação se manifestava em todos os sentidos e em vários Estados. Repetidas vezes Kennedy movimentou a polícia e guardas federais para permitir o acesso de estudantes negros às escolas. Ainda durante o governo Kennedy, iniciou-se outra grande crise internacional: a do vietnã. O governo dos Estados Unidos se dispôs a fornecer ajuda militar ao governo de Ngo Dinh Diem, do Vietnam do Sul, para que este pudesse opor-se à Frente Nacional de Libertação, grupamento de guerrilheiros que lutavam pela unificação do país sob a hegemonia do Vietinam do norte.
Em dezembro de 1961, iniciou-se a "escalada": envio de homens e armas ao Vietnam do Sul. Mas a agitação crescia contra o próprio General Diem. Dois anos depois, ele era derrubado do poder por um golpe militar, que seria o primeiro de uma série. Os ataques dos vietcongs (guerrilheiros do Sul) se intensificavam, aumentava o número de americanos no Vietnam. E com isso crescia uma crise social interna nos Estados Unidos.
A última ameaça
Em fins de outubro de 1962, o mundo passou a viver dias tensos. Aviões norte-americanos descobriram bases de foguetes soviéticos em Cuba.Durante dias, o mundo sentiu-se ameaçado por uma guerra, em que se defrontariam as duas maiores potências atômicas. Kennedy sob a orientação do secretário da Defesa, McNamara, estabeleceu conversações com o premier soviético, Kruschev. Os mísseis foram retirados de Cuba.
Kennedy, esforçou-se, na política interna, em aparar os aspectos mais chocantes da discriminação racial; no plano externo, procurou assistir os países subdesenvolvidos, através de um programa de auxílios, sobretudo de Estado a Estado. Em seu governo, os Estados Unidos enviaram um homem ao espaço e colocaram em órbita o Telstar, primeiro satélite de comunicações. O crime de Dallas alterou os rumos da política americana.
Os jornais de todo mundo anunciaram a morte trágica.
Fonte Abril Cultural volume 12 Conhecer <a href="https://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-via="Briefingdocandi" data-lang="pt" data-size="large">Tweetar</a><script>!function(d,s,id){var js,fjs=d.getElementsByTagName(s)[0],p=/^http:/.test(d.location)?'http':'https';if(!d.getElementById(id)){js=d.createElement(s);js.id=id;js.src=p+'://platform.twitter.com/widgets.js';fjs.parentNode.insertBefore(js,fjs);}}(document, 'script', 'twitter-wjs');</script>
segunda-feira, 31 de março de 2014
Nixon usou manobra igual antes de Collor
Você sabia?
Richard Nixon (1913- 1994), presidente americano, tentava a reeleição em 1972 quando homens foram presos ao invadir a sede do Partido Democrata, de oposição, em Washington. Provou-se que Nixon sabia da operação e, em 8 de agosto de 1974, antes da votação do impeachment, ele renunciou para fugir da Justiça Comum. Esse não foi o primeiro caso nos Estados Unidos. Em 1867, o presidente Andrew Jhonson foi processado por violar a Constituição e demitir um ministro sem a aprovação do Congresso, mas escapou do impeachment. Em 1999, Bill Clinton se envolveu num escândalo sexual e prestou falso testemunho, mas o processo foi arquivado. Alexandre Petillo
Fonte Revista Aventuras na História Edição 25 de setembro 2005
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Richard Nixon (1913- 1994), presidente americano, tentava a reeleição em 1972 quando homens foram presos ao invadir a sede do Partido Democrata, de oposição, em Washington. Provou-se que Nixon sabia da operação e, em 8 de agosto de 1974, antes da votação do impeachment, ele renunciou para fugir da Justiça Comum. Esse não foi o primeiro caso nos Estados Unidos. Em 1867, o presidente Andrew Jhonson foi processado por violar a Constituição e demitir um ministro sem a aprovação do Congresso, mas escapou do impeachment. Em 1999, Bill Clinton se envolveu num escândalo sexual e prestou falso testemunho, mas o processo foi arquivado. Alexandre Petillo
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